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	<title>Arquivo Digital &#124; Emerson Tiago &#187; SAP</title>
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	<description>Informação, Colaboração e Melhores Práticas.</description>
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		<title>Balanced Scorecard</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 02:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>emersontiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[BI-SAP]]></category>
		<category><![CDATA[Business Intelligence]]></category>
		<category><![CDATA[SAP]]></category>

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		<description><![CDATA[“O que não é medido não é gerenciado”
Muitos amigos me perguntam quais os verdadeiros princípios por trás do Balance Scorecard, mesmo tendo a oportunidade de participar de um projeto de BSC, o assunto é amplo e está muito além de medidores de performance financeira.
O que é o Balanced Scorecard ?
BSC é uma nova abordagem para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>“O que não é medido não é gerenciado”</h4>
<p>Muitos<strong> amigos </strong>me perguntam quais os verdadeiros princípios por trás do <font color="#ffffff">Balance Scorecard</font>, mesmo tendo a oportunidade de participar de um projeto de <font color="#ffffff">BSC</font>, o assunto é amplo e está muito além de medidores de <font color="#ffffff">performance financeira</font>.</p>
<h4>O que é o Balanced Scorecard ?</h4>
<p><font color="#ffffff">BSC</font> é uma nova abordagem para <font color="#ffffff">administração estratégica</font>,<br />
desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton em meados de 1990.</p>
<p>Reconhecendo algumas fraquezas e incertezas da abordagem prévia da administração, a abordagem do BSC provê uma prescrição clara sobre o que as empresas deveriam medir para equilibrar a perspectiva financeira. É um sistema de gestão &#8211; não apenas um sistema de medidas &#8211; que habilita as organizações a clarear sua visão e estratégia e traduzi-las em ações.</p>
<p><span id="more-51"></span><br />
O modelo tradicional de medidas financeiras, entretanto, não é<br />
abandonado, ele relata acontecimentos passados numa abordagem<br />
da era industrial, mas não inadequadas para orientar e avaliar a<br />
trajetória das empresas na era da informação. O BSC complementa essas medidas do passado com medidas dos vetores que derivam da visão e da estratégia da empresa e que impulsionam o desempenho futuro. A estrutura do BSC é formada por quatro perspectivas:</p>
<p><font color="#ffffff">Financeira,</font> <font color="#ffffff">Cliente</font>, <font color="#ffffff">Processos Internos</font> e <font color="#ffffff">Perspectivas de Aprendizado</font> e <font color="#ffffff">Crescimento</font>. O BSC sugere que a empresa seja vista a partir dessas perspectivas e para desenvolver medidas, colete dados e os analise sobre o foco de cada perspectiva.</p>
<h4></h4>
<p><img border="0" width="397" src="http://www.emersontiago.com/blog/wp-content/uploads/2008/04/bsc.jpg" alt="bsc" height="250" style="border-width: 0px" /><br />
<font color="#ffffff">Perspectivas do BSC</font><font size="1"><br />
Fonte:Kaplan e Norton: A estratégia em ação. p. 10</font></p>
<p>Chiavenato, 1999, descreve as etapas das organizações no decorrer do século XX, identificando três eras: a primeira, industrialização clássica, vai de 1900 a 1950, cuja <font color="#ffffff">estrutura organizacional predominante era burocrática</font>, <font color="#ffffff">funcional, piramidal, centralizadora, rígida e inflexível</font>. A segunda, de 1950 a 1990, era da industrialização neoclássica, predominando uma estrutura mista, matricial, com ênfase na departamentalização por produtos ou serviços. A terceira, após 1990, entramos na era da informação.</p>
<p>Aqui se predomina uma estrutura fluida, ágil e flexível e totalmente descentralizadora, cujo ambiente organizacional lida com turbulências constantes devido às grandes e intensas mudanças. <font color="#ffffff">É portanto mutável e imprevisível</font>.</p>
<p>Na era industrial a alocação de recursos era puramente financeiro e físico, utilizava-se de índices financeiros e de produtividade para<br />
mensurar o desempenho das empresas. Essas premissas, no entanto, tornaram-se obsoletas na era da informação. Agora, em um ambiente complexo, <font color="#ffffff">para se obter vantagem competitiva é preciso muito mais</font>.</p>
<p>Os executivos necessitam hoje de <font color="#ffffff">indicadores</font> sobre vários aspectos 2 do ambiente e desempenho organizacional, sem o que não teriam como manter o rumo da <font color="#ffffff">excelência empresarial</font>. Os funcionários devem agregar valor pelo que sabem e pelas informações que podem fornecer, esse conhecimento passou a ser um fator crítico de sucesso à medida que as organizações investem, gerenciam e exploram esse<br />
conhecimento.</p>
<p>Nesse contexto, o balanced scorecard oferece a esses executivos os instrumentos de que necessitam para alcançar o sucesso no futuro; traduz a missão e a <font color="#ffffff">estratégia das empresas</font> num conjunto<br />
abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica; continua buscando os objetivos financeiros e inclui os vetores de desempenho desses<br />
objetivos. Mede pois o desempenho organizacional sobre quatro<br />
perspectivas equilibradas: financeira, cliente, processos internos da empresa e, aprendizado e crescimento.</p>
<p><font color="#ffffff">O BSC vai além de medidas de curto prazo</font>, revelando claramente os vetores de valor para um desempenho financeiro e competitivo<br />
superior e a longo prazo. Os executivos precisam reconhecer esses vetores do sucesso a longo prazo, cujos objetivos e medidas<br />
utilizadas no BSC não se limitam a um conjunto de desempenho<br />
financeiro e não-financeiro, mas derivam de um processo hierárquico top down norteado pela missão e estratégia traduzida em objetivos e medidas tangíveis. As medidas representam o equilíbrio entre indicadores externos, voltados para acionistas e clientes, e as medidas internas dos processos críticos de negócios, inovação, aprendizado e crescimento. Há um equilíbrio entre as medidas de resultado passado e futuro.</p>
<h4>Por onde começar</h4>
<p>O processo de BSC é um trabalho de equipe da alta administração que deverá trilhar os seguintes passos:</p>
<ul>
<li><font color="#ffffff">primeiro: traduzir a estratégia em objetivos estratégicos<br />
específicos;<br />
</font></li>
<li><font color="#ffffff">segundo: estabelecer metas financeiras; </font></li>
<li><font color="#ffffff">terceiro: deixar claro o segmento de cliente e de mercado a que está competindo;<br />
</font></li>
<li><font color="#ffffff">quarto: identificar objetivos e medidas para seus processos<br />
internos que é a principal inovação e benefício do scorecard. </font></li>
<li><font color="#ffffff">Destacar os processos mais críticos para obtenção de<br />
desempenho superior para clientes e acionistas. Em geral, essa identificação revela processos internos totalmente novos nos quais a organização deve buscar a excelência para que sua estratégia seja bem sucedida;<br />
</font></li>
<li><font color="#ffffff">finalmente, as metas de aprendizado e crescimento, expõem os motivos para investimentos na reciclagem de funcionários, na tecnologia disponível e nos sistemas de informações gerenciais que vão produzir inovações e melhorias significativas para os processos internos, para clientes e para acionistas.</font></li>
</ul>
<p>O processo de construção de um BSC esclarece os objetivos<br />
estratégicos e identifica um pequeno número de vetores críticos que determinam os objetivos estratégicos. Por ser um trabalho de equipe de altos executivos, o resultado é um <font color="#ffffff">modelo consensual da empresa inteira para o qual todos prestam sua contribuição</font>.</p>
<h4>Implantando a cultura BSC</h4>
<p>A empresa deve usar de todo seu meio interno de comunicação para levar a idéia do balanced scorecard a toda força de trabalho, utilizando quadro de avisos, e-mails, palestras, newsletters. <font color="#ffffff">O BSC deve ser “martelado” diariamente nas cabeças das pessoas para que sua essência faça parte da empresa e das pessoas que nela trabalham</font>.</p>
<p>Mesmo sendo um trabalho <font color="#ffffff">top down</font> deve haver o envolvimento de todos para conhecerem os objetivos críticos que devem ser alcançados, para que a estratégia da empresa seja bem sucedida.</p>
<p>A partir do momento em que todos os funcionários compreendem os objetivos e medidas de alto nível, eles se tornam capazes de estabelecer metas locais que apóiem a estratégia global da organização e ao mesmo tempo, comunica e obtém compromisso de executivos e diretores com a estratégia estabelecida.</p>
<p>Incentiva o diálogo entre os setores, gerentes e diretores em relação a objetivos financeiros e em relação à formulação e a implementação de uma estratégia destinada a produzir um desempenho excepcional no futuro.</p>
<p><font color="#ffffff">É preciso que todos na empresa tenham adquirido uma clara<br />
compreensão das metas de longo prazo</font>, bem como da estratégia adequada para alcançá-las, e todos os esforços e iniciativas estarão alinhados com os processo de mudança necessários.</p>
<h4>Alinhando iniciativas estratégicas</h4>
<p>O BSC estimula a mudança, uma vez que seu maior impacto está na indução dessa mudança. As metas devem ser estabelecidas entre três a cinco anos que, se alcançadas, transformarão a empresa de maneira quase radical. São projetados também marcos de referência para cada medida no próximo ano fiscal e até onde pretendem ir durante os doze primeiros anos do plano.</p>
<p><font color="#ffffff">As melhores práticas do mercado devem ser incorporadas à empresa pelo processo de benchmarking</font>. Uma atenção deve ser dada às metas internas para verificar se elas não aprisionam o setor num nível inaceitável de desempenho estratégico. Após o estabelecimento de metas para as quatro perspectivas – financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento – a direção estará em condições de alinhar suas iniciativas estratégicas de qualidade, tempo de resposta e reengenharia para alcançar os objetivos extraordinários.</p>
<p>O BSC oferece a justificativa principal, o foco e a integração para melhoria contínua, a reengenharia e os programas de transformação. Não se limitando ao redesenho de qualquer processo local, os esforços são dirigidos à melhoria dos processos críticos para o sucesso estratégico da empresa.</p>
<p>O processo gerencial de planejamento e estabelecimento<br />
de metas permite que a empresa:</p>
<ul>
<li><font color="#ffffff">quantifique os resultados pretendidos a longo prazo;<br />
</font></li>
<li><font color="#ffffff">identifique mecanismos e forneça recursos para que os<br />
resultados sejam alcançados;<br />
</font></li>
<li><font color="#ffffff">estabeleça referenciais de curto prazo para as medidas<br />
financeiras e não-financeiras do scorecard.</font></li>
</ul>
<h4>Melhorando o aprendizado estratégico</h4>
<p>O aspecto mais inovador e importante do BSC é a incorporação do<br />
aprendizado estratégico que cria instrumentos para o aprendizado<br />
organizacional em nível executivo. Monitora e ajusta a<br />
implementação da estratégia e, se necessário, efetua mudanças na própria estratégia. Outro fator importante é que as revisões<br />
gerenciais passarão a examinar minuciosamente se as metas estão<br />
sendo alcançadas, deixando de analisar o passado para aprender<br />
sobre o futuro.</p>
<p>O inicio do aprendizado estratégico está no esclarecimento de uma<br />
visão compartilhada que a empresa, como um todo, deseja alcançar (vide iamgem).</p>
<p>No processo de comunicações e alinhamento, mobiliza todos os<br />
indivíduos para ações dirigidas à consecução dos objetivos<br />
organizacionais. O BSC induz o raciocínio dinâmico: as pessoas vêem onde as peças se encaixam; como seus papéis influenciam outras pessoas e a própria empresa.</p>
<p>O processo de planejamento, estabelecimento de metas e iniciativas estratégicas define metas específicas e quantitativas de desempenho desejadas e os níveis atuais determinam o hiato de desempenho que deverá ser o alvo de <font color="#ffffff">novas iniciativas estratégicas</font>.</p>
<p><font color="#ffffff">Referências bibliográficas<br />
</font>CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à administração. Rio de<br />
Janeiro: Campus. 2002.</p>
<p>KAPLAN, Robert S. e NORTON, David P. A estratégia em ação. Rio<br />
de Janeiro: Campus, 1997.</p>
<p>Quer saber um pouco mais, visite :</p>
<p><a href="http://www.balancedscorecard.org/basics/bsc1.html" title="http://www.balancedscorecard.org/basics/bsc1.html">http://www.balancedscorecard.org/basics/bsc1.html</a></p>
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